quinta-feira, agosto 28, 2008

O que se faz no mundo em que as pombas não levantam vôo?

Não sei se vocês repararam, mas as pombas da atualidade andam muito petulantes.
Antigamente, quando eu tinha medo de pombas, a tranquilidade chegava quando a minha mãe já fazia o discurso tradicional: "não tenha medo, bobinha. É só você chegar perto que elas levantam vôo".
E você confiava na mãe como confiava no pai para aprender a andar de bicicleta sem rodinhas. Chegava perto do pássaro, segurava o vestidinho na ponta dos dedos, dava aquele pulão e pronto. A rolinha saía ia pelo ar, nômade e deselegante, à procura de outra calçada suja para dar continuidade à sua inutilidade para a humanidade. Aposto que pombas não rimam.
Mas hoje? Hoje as pombas são outras. Se você acha que elas vão se retirar assim que o pneu do seu carro se aproximar, está muito enganado(a). As rolinhas conquistaram o seu espaço e fazem o que todo ser humano deveria fazer de vez em quando: não se preocupar com o mundo a sua volta. Ficam lá até o último minuto, preferem morrer a perder o seu espaço na sociedade.
Xinguem as pombas de Geni, de minoria, de insignificante, de parda, do que quiser. O que interessa é que elas te incomodam. Você não consegue passar por cima delas. Você as odeia, mas se importa com elas.
E as pombas? Não estão nem aí para você. Para quem odiava as pombas, até que o post ficou bom.

terça-feira, julho 15, 2008

Fora do ar

Se todo mundo fala, eu é que não vou me calar diante do padre e seus mil balões.


Onde quer que esse avoado esteja, já virou ídolo nacional, com direito à Jornal Nacional, Kibe Loco, MTV e programa do Ronnie Von.

Um site chamado http://www.darwinawards.com/ elege os mortos mais idiotas de todos os tempos. Pessoas que não sobreviveram por incapacidade intelectual, mental e acefalia. No português claro, morreram por pura e simples burrice. Coisa que não tem remédio. Como exemplo, cito um ladrão que assaltou uma loja de armas com policiais dentro e, obviamente, foi baleado. Darwin pensaria: com tamanha burrice, merece ser naturalmente exaurido da galáxia mesmo.

Essa semana o padre ganhou destaque lá no site e está entre os concorrentes a vaga de "aindabemquevocêmesmoseretiroudaespécie".

Um brasileiro comum. Que com uma idéia de (g)jerico ganhou projeção internacional e fama. Sempre dizem que os famosos são considerados queridos, únicos e saudosos somente depois que morrem. Vide Mário Covas, Mamonas Assassinas, Ruth Cardoso, Beto Carreiro, Palhaço Carequinha e o cowboy do Brockback Mountain. Antes era apenas um cowboy biba, até morrer e virar o melhor Coringa de todos os tempos.

É engraçado pensar que algumas pessoas, que nem famosas são, ganham mais projeção do que alguns artistas vivos, que tentaram o sucesso a vida inteira. Chora elenco de Malhação!

Não acredita? É só responder essa auto-pesquisa:

Quem é mais relevante e digno de existência para você?

O padre?
Ou a Preta Gil?


As bexigas do padre?



ou a Hebe Camargo?

O GPS do padre?

ou a Leila Lopes?

Se você respondeu o padre em todas as questões, você é meu amigo.
O padre está no topo da cadeia alimentar.
Seja por meio dos seus balões, seja por sua ignorância.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Perdi a cabeça.

O que acontece no momento seguinte a queda da lâmina da guilhotina?

O francês Guillotin inventou a guilhotina para o bem-estar dos condenados. Muitas vezes, o machado não resolvia a situação em um único lance.  Com a guilhotina, o tiro era certeiro, sem maiores sofrimentos. Que bondade do Sr. Guillotin.
 
Bom, o que ocorre antes da lâmina todos sabem. É o clichê  de todo momento pré morte. Um filmezinho em preto e branco passa na sua cabeça. Surge a contagem regressiva: vou morrer em  4,3,2,1 pfff.

Mas e no momento seguinte? Sua cabeça sobrevive por uns segundos. Você tem os últimos instantes pensantes da sua vida. O que fazer? Continuar a contar? 

Uma opção seria chorar pela cabeça derramada, para aliviar a dor. Quem não chora depois de perder a cabeça? 

Xingar o sistema? Essa pode ser uma alternativa válida. EsseS burguêS filhos da puta, que acham que eu sou culpado? Eu sô  CB sangue bom, mano. Eu sô vítima do sistema, truta! Só quero viver em paz com os mano da quebrada. Pá-pá-pá.

Mas pense diferente. Pense que é a única vez que você vai ver seu corpo de um ângulo diferente.
É como se você estivesse deitado, vendo seu corpo de cima. 

Pense que você está a um passo de ser empalhado.

Pense que você não precisa mais se preocupar com seus cabelos e com a caspa (uh!).

Pense que agora  você pode ter miopia e pode não tirar os sisos.

Pense que você pode ser colocado num vidro com formol.

Pense que você não está mais preso na guilhotina. Enfim, livre!

Pense.

Ter a cabeça guilhotinada é realmente uma sensação única.  Experimente.

terça-feira, janeiro 08, 2008

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Feliz ano velho

Quando começa um novo ano, surge uma vontade de recomeçar, que invade nossos corpinhos sedentários, que não saíram da poltrona o ano anterior inteiro.
Tem gente que promete conhecer alguém, promete não usar mais drogas, não mentir pro marido, não bater na esposa, melhorar alimentação, sair da pindaíba.   Minha promessa virtual é manter esse blog sempre atualizado. E só. 
Eu não prometo nada. Quero eu chegar no fim de 2008 e ver que  não fiz nada? Não senhor, cara pálida. Chega de decepção. 
Portanto, para 2008 minha promessa é não prometer. No fim do ano estarei de consciência limpa e espumante na mão.

Com um vestido novo e 7 ondas de água poluída no pé.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Política infantil


Toda criança apelida alguma velha que conhece de bruxa do 71 ou de Dona florinda. Por mais que a semelhança as personagens seja nula, ou a senhora não more no apê da Dona Clotilde.

Um elevador.  A velha entra.

Dona Florinda: Olá, tudo bem, bonitinha?!
Menina: não.
Olhar fulminate da mãe
Dona Florinda: por quê?
Menina: porque você é feia.

Sinceridade infantil é ótimo. Um tapa na cara da maternidade em excesso. E daqueles que estão acostumados a comer com oito tipos de garfo e dobrar a alface em oitos partes, para não cometer a deselegância que é cortar a folha.

Bons tempos em que eu chamava a velha de feia. Era tão mais fácil. O pior que poderia acontecer era aquele beslicão de mãe. Que nem dói, mas também não é um afago.

"Ai Cristina, deixa a menina, criança é assim mesmo".

Hoje em dia todo mundo tem escrúpulos para tudo.
Ninguém recebe o perdão infantil.
E depois reclamam que a gente não é verdadeiro.

-Estou gorda?
-Magina, você tá linda.

Bobeou, dançou.

Pra variar, dancei.

Estive menos aqui e mais acolá.

Minha memória falhou e o post ali debaixo não vai continuar.

E eu que já tinha separado tantas fotos de cuecas.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Falta um S no meu teclado.

Ai ai, o que seriam dos posts amadores sem os erros de digitação, não?

segunda-feira, novembro 12, 2007

Planejar os planos.

Fiquei sabendo pelo querido Cintegra da Espm de um vaga na Thompson. E tem que ter um blog.

Pensei: opa, blog eu já tenho.

JWT: Que bom. Agora responda: Por quê você escolheu planejamento?

Eu: ahhh lá vem essas perguntas. Que saco, parece aquelas perguntas culturais de promoção. Mas poxa, sou redatora, já to no sexto semestre de faculdade. Já to há mais de 6 meses trabalhando numa agência de promoção. O mínimo que eu poderia fazer é um textinho poético falando sobre os prazeres de planejar. Vender o que eu realmente penso. Afinal, a Thompson é uma agência pra lá de grande. Maior que a Pepper. Uma oportunidade. Merece um tempo de dedicação.

JWT: Pronto, agora você já puxou o saco. Vamos ao que interessa. Por quê você quer planejar hein, queridinha?

Eu: Planejar? Ah, to cansada. Eu só fico na criação. Olhand, os planejadores terem idéias. Eles são homens de idéias. E o melhor, eles fazem muitas listas. Adoro listas, organogramas, power points, com tudo organizadinho, tudo estrategicamente pensado. E aida trabalha com criação, mas não tem que ficar fazendo frase do tipo " Deu a louca no gerente". É poder falar: ahhhh, eu tenho um plano!

JWT: Humm, conte me mais.

Eu: Planejar tem contato social, com os clientes. Tem contato com criação, tem contato com atendimento. Trabalha com pessoas. Acima de tudo.

JWT: mas e criação, você vai abandonar?

Eu: Jamais. Planejamento também cria ué. Você, mais do que eu, deve saber disso.

JWT: Você faz o que da vida?

Eu: trocadilhos, hé. Curto música. Eu tenho uma guitarra, sabe? Toco meia-boca. Tudo meia-boca. Sair é legal também. Comer? Nofa, adoro. Sou meio fresca, não curto verduras, nem vegetais. Capim é pra cavalo. Televisão também é bom, vai. Internet, msn, orkut, blog, myspace, flickr. Dá para ficar um tempão aqui. Mas o número de caracteres tá diminuindo cada vez mais.

JWT: é verdade. Tenho outros blogs para visitar.

Eu: Eu também. Já viu o novo post no cocada boa? O Updateordie tá muito bom. Até me dar uma dor aqui acima do peito.

JWT: Nossa. Isso é paixão?

Eu: Não, gastrite.

segunda-feira, novembro 05, 2007

post de bolso.

De bolso.

Já virou um adjetivo. Positivo.
Livro de bolso. Relógio de bolso. Tão pequeno que até cabe no meu bolso.

É sinônimo de praticidade e até de companhia. Uma coisa para você levar a qualquer lugar.
Nem que você carregue suas próprias mãos. A mão no bolso dá segurança. É terrível não saber o que fazer com os seus dedos.
Tá com vergonha? Enfia a cabeça no chão e a mão no bolso. Tá arrependido? Fica vermelho e enfia a mão no bolso.

Tem gente que é tão "fofa" que eu queria sempre carregar no meu bolso. Se eu sentir faltar, a qualquer hora, tiro a mão do coelhinho, e enfio a mão no bolso. Tá feito. Saudade curada.

Bolso é sinônimo de felicidade. Ninguém carregada nada ruim lá. Você só acha coisas boas. Dinheiro, chiclete, camisinha, ingresso de cinema, moedas ou qualquer bostinha que você achou na rua, mas guardou porque achou legal, genial, digno de atenção.

Se você quiser conhecer alguém a fundo, olha no fundo da calça dela.

Bolso é personalidade.
Bolso até já virou arte.

http://www.faceyourpockets.com/index1.html

Morte aos bolsos falsos.
Que morram os botões fakes.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Bate forte o tambor.

Lembra quando nas festas de criança acontecia aquela gincana com monitores animados? E lembra quando eles berravam pra gente achar uma gravata de bolinha vermelha no buffet infantil, e a criançada saía louca atrás de um pai nerd de gravata?

A primeira vez que eu entrei no tambor pensei que fosse uma louca gincana infantil.

Achei uma piração. O tambor é um jogo de internet misturado com realidade. Você se cadastra, se alia a um dos quatro grupos e cumpre tarefas, chamadas de façanhas, que você deve comprovar a realização por texto, foto ou video.
A provas são compatíveis com a filosofia do seu grupo, que você escolhe na hora do cadastro: um defende a natureza, outro a arte, outro é meio nerd técnico digital e o outro, o que eu escolhi, um grupo chiliquento que não saber fazer porra nenhuma, a não ser reclamar, mas é o mais legal.

O resultado? Milhares de coisas interessantes e divetidas. Como o projeto vencedor da tarefa "Prove que o mar não está para peixes". Uma das fotos do vencedor:



Até uma campanha anti drogas já foi criada. E um video de nado sincronizado fora de piscinas já tá passando até na MTV.

Não cumpri nenhuma prova, pois pretendo não me viciar.

Ainda tenho um preconceito contra jogadores de internet, acho meio nerdismo, sabe. Mas acho que dessa vez não irei escapar.

Joguem comigo, por favor.




segunda-feira, setembro 17, 2007

Alô?

Se você nunca entendeu a grande diferença entre Coca Light e Coca Zero não se sinta sozinho.
Eu também tenho essa medíocre questão na minha mente ociosa.

Acho que muitas pessoas ficaram sem entender o que a coca zero veio a dizer. Foi por isso, que a Cola lançou algo que eu achei muito legal: os trotes zero.

Entrem nesse site, que eu achei pelo banner do msn: esse site.
São 5 trotes em atendentes do SAC da Coca, com questões sobre o novo produto light, diet, esquelético, ou a denominacão que você preferir. Falsos ou não, são todos bem engraçados, narrados por Marco Bianchi, um dos poucos que me fazem rir na televisão. E aprendi muito sobre a Coca Zero.

Achei ousado da parte da Coca se auto zuar para matar todas as dúvidas levantadas pelo produto. Se você ainda clicar em "eu já vi" consegue entrar no perfil zerozero no youtube e ver umas pegadinhas (nada engraçadas) que envolvem coca-cola.

Maravilha alberto!

Fim do post publicitário para encher linguiça.

terça-feira, setembro 04, 2007

Mordidinhas.

É incrível com as pessoas têm medo umas das outras.

E não estou tirando meu barquinho dessa maré não.

Eu estava pensando nisso essa madrugada, enquanto lia uma novelinha. A menina estava com medo do mocinho. O temor não era do mocinho agarrá-la e beijá-la a força. O medo era de como ela reagiria ao beijo repentino do galã.

Essas frases de vó deveriam ser mais levadas a sério: "Filha, não tenha medo, eu não mordo não"

Ninguém morde mesmo. No fundo, a gente sabe que ninguém morde. E o medo que a gente tem é nosso. Eu tenho medo de mim mesma. E de como eu vou reagir ao outro. Não do que o outro vai me fazer. O medo é de se jogar. Serve para qualquer coisa.

Por isso, eu sou um exemplo típico do que chamo de alergia social. Enquanto eu não parar de colocar a minha culpa nos outros, eles vão me morder. E eu vou continuar fingindo que não tenho dentes.

Por favor, macacos não me mordam. As vezes é bom assumir algumas coisas.



domingo, agosto 26, 2007

Pérola videoclíptica


Sempre falei que a música é, de longe, a arte que eu mais gosto. Mais que cinema. Mais que teatro, até mesmo que literatura. Eu acho muito maluca essa idéia de misturarfísica, matemática, poesia e isso tudo virar música. Um bando de sons juntos, num ritmo, num tempo, virar algo que até me faz chorar e requebrar.
Não vou entrar em questões de "ui, como música é mais legal". Mas quando você ouve, um filme, só seu, vem à sua cabeça. Música é muito mais imaginação, do que qualquer outra coisa. Depende do que você viveu.
Então surge o videoclipe, para contar a história do cantor, sobre a sua própria música Eu posso até me contradizer agora, já que vocês devem estar pensando que eu devo achar o videoclipe o destruidor da imaginação. Mas para mim, o clipe é mais legal das invenções capitalistas. Uma arte muito presente na televisão. Algumas vezes, deliciosos curta-metragens.
Videoclipes sempre fizeram parte da minha infância e adolescência. Eu lembro como se fosse hoje, quando meu pai fez a Mtv pegar lá em casa, e eu assisti pela primeira vez o clipe do Cidade Negra, e vi como eram aqueles caras que eu tanto escutava (não me perguntem porque eu ouvia Cidade Negra quando criança). Depois, veio minha época de Disk Mtv e de torcer para o clipe do Backstreet Boys ficar em primeiro lugar nas paradas pop. Agora, a curtição é assistir clipes de madrugada, de preferência bem feitos. De preferência que correspodam à minha história para aquela música.
Eu tentei fazer uma lista top 10. Acabei com uma lista top 15, sem os melhores clipes, mas com vídeos sublimes. Os primeiros que vieram a minha cabeça, porque de alguma maneira, possuem duas coisas que para mim todo clipe deve ter: música boa e algo que faz você assistir até o fim.
Um clássico. Praticamente um filme de terror. Dá vontade de falar para mocinha: sua imbecil, ele é um monstro mesmo, atrás de você!

2. Red Hot Chilli Peppers- Scar Tissue
Uma clipe perfeito para a música. É assistir para eu querer pegar meu carro e sair por aí.

3. Foo Fighters- Everlong
Bizarramente sensacional. Assim como todos os clipes do Foo Fighters. Mas esse ganha.

4 . Beck - Cellphone's dead
Bizarramente sensacional.

5. Radiohead - Karma Police
O mais perfeito clima de depressão a la Radiohead. O fogo, o carro de ré, a cara feia dele.

6. Jamiroquai - Virtual Insanity
Quem nunca quis dançar como Jay Kay, que atire a primeira pedra.

7. Raimundos - Mulher de Fases
De tão tosco e tão juvenil, fica legal.

8. Offspring - Give me to baby
Ahá Ahá, uma clássico do disk mtv.

9. Franz Ferdinand - This Fire
Adoro esses clipes ultra mudééérnos. Muy artístico, com direito a quadrinhos, pop art e muito xadrez.

10. Clap your hands say yeah - Is this love?
Um clipe que não chegou ser clipe. E mesmo assim merece a atenção.

11. Arcade Fire - Rebellion (lies)
Dá vontade de sair na rua, gritando, acompanhando com uma panela velha e uma colher de pau.

12. Mombojó - Deixe-se acreditar
A música ajuda, mas mesmo assim. Simples, mas que cutuca.

13-Twisted Sister - We are not gonna take it
É muito ridículo. Mas muito ridículo. A atuaçao do pai é grotesca. O melhor dos anos 80.

14. Strokes - You only live once
Sim, eu tenho 12 anos e acho essa música uma graça, eles uma graça. Se afogando na lama mais ainda.

15. Beastie Boys - Body Movin
Devemos sempre dar uma chance ao pastelão. Muito bom.


Para terminar, um clipe de palhaço. O único que não me deu medo. Também, com essa música não poderia dar, uma graça. Não vejo a hora.





Postem suas listinhas.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Tecnologias que me ultrapassaram

Dias atrás, após cancelar passagens compradas para Buenos Aires, a mulher da Lan Chile me fala, num portunhol aprecíavel:

"Chica, yo preciso que você me enviê unnnn fax para el teléfono : 7487 -2121."

Não tentem ligar. O número é de mentira, assim como a conversa acima. A história (um pouco aumentada) serviu só para eu ambientar a nova crise da minha existência. Após o requerimento do fax, eu me deparei com um problema que nunca tive antes. Como mandar um fax?

A única coisa que eu sei é que passar fax é um jeito educado de se falar em empresas: vou fazer coco, não me pertube.

Eu coloco o papel na máquina, disco o número e ele vai voando até a sede da Lan Chile? Tem a ver com email?
Nunca compreendi, realmente me ultrapassou. E o pior: fax é uma tecnologia antiga! Que... que.. me derrubou!

Após o susto que 20 anos da minha vida sem ter encostado num fax me causou consegui arranjar um pai velho e sabido, que mandou o fax para mim e explicou todo o mecanismo ultra secreto. O papel entra na impressora, sai na tábua sem nenhuma modificação, e láááááááá no outro fax, quando a pessoa autoriza o recebimento, o mesmo conteúdo que você enviou é impresso, num papel novinho.
Para quem não sabia, agora já dá para se sentir mais esperto e sabichão.

Reparei que várias tecnologias me deixaram para trás, arfando por modernidade como uma tartaruga que vê o papa-léguas imortal a quilomêtros de distância. Eu não sei usar bip, não consigo usar alguns recursos do Ipod. Não entendo qual é seleção desse aparelho branquelo para sincronizar minhas músicas. Bluetooth? Estou há dias tentando conectar o celular ao computador. Não entendo qual é a dos novos telefones sem fio e o Wii é pura alucinação.


Quero entender os feeds, o D.e.l.i.c.i.o.u.s e o porque o Mac não consegue ser menos rebelde e aceitar as coisas como elas são. O mundo é Microsoft, oras bolas.

Poxa, será que já tô chegando na crise de meia idade?



Ainda sobre as cuecas.

quarta-feira, maio 30, 2007

A teoria das propagandas de cueca no mundo político social contemporâneo democrata cristão

O título é auto-explicativo.

Parte 1 - O público-alvo

Os homens. Os homens não gostam de usar cuecas. Não ligam para suas cuecas. Não dão a mínima se sua peça íntima é de marca, é azul, bege, furada ou com freada de moto. A única lei é: não machucar o dito cujo.
Considerando esse semi-antigo posicionamento perante as ceroulas, as propagandas de cueca tinham somente um único alvo: as mulheres. Esposas ou mães dos donos da cueca.
Essas sim costuma(va)m ligar: "Onde já se viu, meu homem andar com cueca furada"
E ele pensa: "Ninguém vê, porra, por quê eu preciso usar uma cueca bonita?"

É por isso então, que todos as propaganda de cueca usavam homens gostosos vestindo um cuequinha ridícula e um sorriso maroto. Ou uma cara sensual que só o Latino sabe fazer melhor.



Homem que é "homem", não quer ver macho pelado. Ao contrário da mulheres de sua vida, que não perdem uma oportunidade, uma despedida de solteira, para se enfiar no Clube das Mulheres. E, repetindo, os machos preferem estar com o pingolim (essa palavra é boa) livre, como diz minha vovó.

Parte 2 - O conteúdo

Atualmente, as marcas notaram uma mudança nesse contexto cuequístico. Um novo homem, que se importa pelo menos um pouco com o que anda acontecendo na suas partes íntimas. E nem precisa ser metrossexual para se preocupar com o visual underwear. Basta ter anseio por liberdade e por não passar rídiculo em determinadas horas de sua vida. O sexo masculino começa a ser, finalmente,o alvo daquilo que realmente lhe pertence por inteiro, até em um casamento sem separação de bens: suas ceroulas.
Quando as fabricantes se tocaram desse fato, já perceberam que sensualidade não iria colar. Apelo sexual é pra calcinha, sutiã e gostosonas com cara de meretriz. A cueca é muito maior, mais macho, mais intelectual, mais verdadeira. A cueca é digna de um tom de humor. Daqueles que faça o homem virar para o colega, arrotar e comentar: "como somos machos e malandros, não? Vem aqui, me dê um abraço! Nem assim estragaremos nossa masculinadade".




E pelo bom humor da cueca, podemos usar livremente trocadilhos. Um universo de piadinhas para redatores infames. Muitos passarinhos, gaiolas, júnior, piu-piu e tudo mais. A própria foto do homem de nu é no mínimo tosca, e não sensual. Uma anedota à parte.





O exemplo que vocês devem estar pensando é exatamente o que eu vou usar. O cantor Daniel (brega) de cueca preta (brega), em uma pose sensual (brega) e com o slogan: Mash que eu gosto (brega e não dirigido para heterossexuais). O próprio cartaz, encontrado em ônibus, o torna mais engraçado. Ficar olhando a cara de imbecil do Daniel é uma atividade sensacional que exige no mínimo uns dois minutos do seu tempo no trânsito. Um homem,olhando aquele anúncio, se sente o mais macho, ao ver que existe gente pior que ele no mundo e mais cara-de-pau, com perdão do trocadilho.


A imagem do Daniel de cuecas não foi encontrada. Após se observar no busdoor, percebeu que não havia no mundo ninguém mais rídículo do que ele e resolveu tirar a pérola de circulação. Como se suas músicas não fossem da mesma categoria da propaganda.


Parte 3 - A mensagem

Neste item, vamos para a origem desse post. Outro dia, eu ouvi no rádio o jingle da Zôrba (cujo logo é um passarinho). Escrachadíssimo e ultra mudéérrrrno para o mundo das cuecas. Uma música de strip-tease com o seguinte slogan:

"Zôrba, por que é você quem sabe onde o bicho pega."

UÓtimo. Nunca que um jingle de cuecas me chamaria a atenção, mas conseguiu. Primeiro porque apresentava uma visão machista/engraçada falando que mulher não tem que se intrometer (ai, ai) onde não é chamada e tal.



Mash. Ainda rídiculo, mas menos sensual (que no mundo das cuecas é sinônimo de grotesco) que o Daniel.



Uma abordagem mais carinhosa. Menos infame.


Esse jingle pega no homem, balança, e ainda de sobra consegue catar umas mulheres como eu, que se sensibilizam com qualquer jinglezinho mais chamativo, exótico, amante do universo brega e que fala o português claro.

Pega exatamente onde só o homem sabe. Assim como só mulher entende de O.B . Permite ao macho assumir suas cuecas bonitinhas sem se considerar uma frutinha sem munhecas. O homem tem motivos para escolher as suas cuecas SIM, porque tá olhando hein? hein?

Segundo Gabriel Klintowitz, publicitário e usuário casual de cuecas:

" Eu gosto de cuecas bonitas. Mais que a cor, eu vejo o elástico." De resto, todas as cuecas são iguais, mas todo homem tem aquela cueca ESPECIAL."



Não conseguimos fotos dos entrevistados

Ou segundo Paulo Roberto:

"Ai, cueca é tudo igual, meu. Até compro no supermercado. Sempre que eu vou pra Votuporanga, minha mãe me presenteia com cuecas e meias. Mas sempre existe aquela MAIS confortável."


E é exatamente nesse ponto que a Zorba pegou:
Você é macho e não precisa esconder cueca especial de ursinhos, suuuper confortável. Nós sabemos que você tem seus motivos. Vai lá escolher a zorba bonita de seda italiana, enquanto toma a sua cerveja gelada.

Matou a cobra, mostrou o pau. Chutou o pau da barraca.

Ponto para o passarinho amarelo. Tchu tchu tchu tchu.
Para ver o Daniel e seu violão: http://www.mash.com.br/
Acompanhe também a história das cuecas.

terça-feira, maio 22, 2007

Voce se lembra que...

Eu ia escrever algo aqui, mas aí eu parei para espirrar e esqueci completamente. Não consigo lembrar de jeito maneira.

Logo o tema do post virou: minha memória é pior que a Maria Alice Vergueiro.

Essa sensação de branco é pessima. Você faz de tudo para recordar e nada. E SE eu lembrar do assunto será só daqui 8 horas, quando eu já não tiver mais nenhum interesse em saber, pois estarei pensando em algo muito mais inútil, como os próximos secretos projetos das ex malandrinhas do Sr. rei Sérgio Malandro.

Isso me lembrar de um história de um amigo do meu pai, que durante um assalto, foi tão agredido que ficou em coma e quando voltou não se lembrava de nada da sua vida. E o pior: sua mulher estava grávida.

Imagina você chegar em casa, crente que é um sozinho no mundo. Então você abre a porta, tem uma mulher com uma barriga gigante, te chamando de meu amor. E você tem que aceitar, afinal, não é culpa dela que você não a ama mais por causa de uma paulada na cabeça.

Éééé, a vida é difícil meus amigos. Tanto para vítimas de assalto, quanto para as pessoas que acham um absurdo a lógica de acentos do Mac. Cada um com seus problemas.

E vou deixar anotado aqui para eu não esquecer o próximo post: a teoria das propagandas de cueca e a nova música do Red Hot Chilli Peppers.

Tchau, que eu vou arranjar um remédio para memória.

sexta-feira, maio 18, 2007

mil choppis e dois pasteu

Os blogs que eu geralmente mais gosto, são aqueles com um tema bem específico, original, que não tenha nem como copiar de tão especifíco que é.

Um exemplo dessa espécie de página virtual muito segmentada é o blog 1000 chopps - http://milchopps.blogspot.com (a droga desse mac não me permite colocar hiperlinks)
O blog tem apenas um único objetivo de existir: contar a trajetória de três meninas durante a mais importate missão da vida delas, auto-explicada pelo nome do próprio blog:

beber mil chopps.

Anterormente, o objetivo era beber mil chopps antes do Romário fazer o milésimo gol, mas infelizmente o baixinho parrudo foi mais rápido.

Elas dão dicas de bar, de ótimos chopps da cidade do Rio, falam de filosofia de boteco, entre outros assuntos inutéis, que são muito do meu interesse.

E agora eu virei jabazeira. E o pior: sem ganhar nada.

quarta-feira, maio 16, 2007

A volta dos que nao foram

Voltei de onde eu nunca fui.

Sim, eu não fui para lugar nenhum. Fiquei aqui. Só que não fiquei aqui sem fazer nada. Aí fode. Fiquei pela redondezas, mas fiquei tempo de aparecer por aqui ou ficar na frente do meu sofá, vendo televisão inútil e comendo porcarias deliciosas. Então não adiantou nada continuar presente.

A pior coisa de trabalhar é não ter tempo para fazer as coisas que você realmente gosta. Se você não tem tempo para fazer o que curte, trabalhar perde uma bela parte de seu sentido. Pelo menos para mim. Ainda mais, quando se ganha uma miséria.

Não que a minha insatisfação faça eu me movimentar para mudar algo, ao contrário, só me faz sentir vontade de desabafar e pós xilique, optar novamente pelo comôdo.

Na verdade, essa baboseira toda é só pra dizer que um dos blogs terá que acabar. Se não consigo sustentar um filho, como sustentar dois? E em questão de gravidez de blogs, não tem como previnir. A merda tá feita. Não há aborto que apague. e Agora que o filho cresceu, eu não quero que suma. Será que eu o deixo abandonado, porém existente, na sucata da internet? Será que eu apago esse novo?

O que eu faço? Aceito míseras sugestões.

segunda-feira, abril 30, 2007

Uhu.

Contrariando o post anterior, dei um salto no quesito tecnologia internética. Alguns vão considerar isso um passo, mas pra mim é um salto mesmo hehehe.

São 04h00 da manhã de uma segunda-feira(é feriado)e eu estou aqui, obviamente fazendo alguma coisa, porque ninguém fica acordado a essa hora fazendo absolutamente nada.

É por isso que eu digo que... Eu consegui! Contrariando o discurso anti-progresso do post anterior! Consegui colocar as fotos do meu flickr aqui do lado do blog! Eu estava tentando fazer isso faz muito tempo. Para quem não sabe, Flickr é tipo um orkut/profile, em que você pode colocar pastinhas com fotos suas para todos verem. Legal e sem a breguice de ficar postando em fotolog. É ótimo para você, que assim como o Beto, leitor e fotógrafo, tem um portfólio de fotografias.

Por sinal, o meu fotolog, agora foi realmente para o espaço. De legal só tinha o título. Já era. Ficou para memória. Foi pro beléléu. Acho que não vou apagá-lo. Vou simplesmente deixá-lo lá, nos destroços da internet.

http://mariperondi.nafoto.net

O legal do Flickr é que muitas pessoas usam como uma fonte de imagens. Tipo um Gettyimages. Então suas fotos podem ser utilizadas, assim como você pode utilizar a dos outros.

Para ver mais fotos tiradas pela minha é só clicar nos quadradinhos aí ao lado ó ------>

Mais tarde colocarei mais. Quem sabem as 5 da manhã do dia que vem aí.