quarta-feira, maio 16, 2007

A volta dos que nao foram

Voltei de onde eu nunca fui.

Sim, eu não fui para lugar nenhum. Fiquei aqui. Só que não fiquei aqui sem fazer nada. Aí fode. Fiquei pela redondezas, mas fiquei tempo de aparecer por aqui ou ficar na frente do meu sofá, vendo televisão inútil e comendo porcarias deliciosas. Então não adiantou nada continuar presente.

A pior coisa de trabalhar é não ter tempo para fazer as coisas que você realmente gosta. Se você não tem tempo para fazer o que curte, trabalhar perde uma bela parte de seu sentido. Pelo menos para mim. Ainda mais, quando se ganha uma miséria.

Não que a minha insatisfação faça eu me movimentar para mudar algo, ao contrário, só me faz sentir vontade de desabafar e pós xilique, optar novamente pelo comôdo.

Na verdade, essa baboseira toda é só pra dizer que um dos blogs terá que acabar. Se não consigo sustentar um filho, como sustentar dois? E em questão de gravidez de blogs, não tem como previnir. A merda tá feita. Não há aborto que apague. e Agora que o filho cresceu, eu não quero que suma. Será que eu o deixo abandonado, porém existente, na sucata da internet? Será que eu apago esse novo?

O que eu faço? Aceito míseras sugestões.

Um comentário:

Beto Grangeia disse...

Que terrível angústia que habita tua alma! das misérias humanas essa é, sem dúvida, a pior!

Recomendo que busque ajuda nas religiões: vá à uma igreja, sinagoga, templo budista, terreiro de candomblé. Reze, medite, use enorpecentes. Uma hora recebera a luz!